
Todo mundo possui momentos inesquecíveis na vida, sejam eles bons ou ruins. Aos poucos irei contando os meus. E começo por essa aventura de loko em Long Beach.
Era época de férias. Era só estudo, nada de trabalho. Então ficava fácil relaxar de verdade. E na Praia Grande ficaríamos vários dias (eu e a família do meu amigo Higor).
E em um dia muxibento, decidimos andar com aquelas bikes-ferrugem que ficavam na kit net. E começamos a andar pela ciclovia da praia perguntando: até onde vai essa ciclovia?
Foi aí que surgiu a grande imbecilidade: vamos até o final da ciclovia! É óbvio que só pra não fugir do comum, tudo estava contra: garoa, bike de uma marcha só, ferrugem pra tudo quanto é canto, banco duro igual pedra. Enfim, já deu pra perceber: passeio ROOTS!
E andamos, e andamos, e andamos. E parece que a prefeitura decidiu construir + ciclovia que estrada. A porcaria chegava até a contornar o córrego! Chegou uma hora que as pernas começaram a endurecer e meu amigo Higor disse: Isaque, tá na hora de voltar!
Mas eu sou meio teimoso pra essas coisas e disse: vamos até o final. E acabamos desistindo. Desistimos porque uma placa nos fez desistir: BEM VINDO A MONGAGUÁ!
Agora que começa a parte pior. E pra voltar?
Na volta, uma das bikes quebrou o eixo. Tentamos consertar e nada. Foi aí que meu amigo Higor teve uma atitude sábia: jogou a bike pro alto e quebrou ela de vez. E por fim, pra completar disse: vamos revezando. Enquanto um corre, outro vai de bike.
E fomos. Claro que ele sempre corria + que eu. Mas ajudei bastante. Nunca corri tanto na minha vida. Parecia um caminho sem fim. Parecia São Silvestre!
Até que chegamos em casa e o pai do Higor mandou uma frase que é um dos nossos lemas: vocês nunca voltam do jeito que vocês vão! shuahsuahsaushaushaushausahush
Pra completar, o dia seguinte foi de doer. De doer a batata da perna. Mal conseguíamos andar. Parecia que os dois tavam assados!
É claro que esse dia só deu furada mas jamais esquecerei dele e até sinto saudade.

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